diluindo a confusão no ondular

respostas

Paralelipípedos   redondos  e     s e m í t i c o s  
apertam-me as pernas suplicando por algum sentido neste
guião tortuoso            


digo-lhes para escutarem as 
zebras
quando fecham os olhos _____________  para serem engolidas pelo leão glutão

- Sentiste uma dentada no teu
coração
s  o  n  o  l  e  n  t  o  
?

Cheiras a estrume de ovelha ignorante das loucuras desta paz natural que emana da
flllolrlelsltlal


e
por momentos sinto o abismo a invadir-me os suplícios mentais a pedirem ordem e sentido, 
para me mostrar a desordem e liberdade

estou preso neste
v
é
r
t
i
c
e
...ouch
!quero sair daqui

HA HA HA HA HA

engraçado este feiticeiro invisível!
                                                                         este maestro embriagado
lambe-me o chulé
 entre os dedos do meu pé esquerdo
e saberás o que pode ser entendido pela função da língua









Pinta-te neste quadro














Nada è verdade
A ilusão está no símbolo
Cala-te, acalma-te e sente-te... ai está o que não è ilusão
O resto è sonho, imaginação, desejo, projecções, espelhos
Esta experiência è a nossa pintura que o sentir pinta antes de, através de, e para nós
Estende-se no tempo e no espaço, em constante mudança, destruição e renovação
Loucura e sabedoria, santidade e luxúria, soldado e artista, assassino e amante
Todos num rodopio eterno e surreal
Somos só nós, esse sentir, essa pérola invisível no coração
A qual vive em nós, e na qual todos vivemos
Onde está o sentido?
Não está na tela, não está no fim, mas na dança do pincel
Dança a tua vida, fala o teu silêncio, pinta o teu vazio
E assim despertarás os sonhadores e esquecerás os sabotadores






É algo curioso

Quem voa nas aves?
Quem espreita pelos nossos olhos?
As nuvens e as nossas mentes
Carregam esse curioso sem nome

Juntos percorremos às cegas
Caminhos incertos e labirintos loucos
Perdidos e cegos, falamos e pensamos
Para no fim, sozinhos e vazios, tombarmos na lama

A brisa traz consigo um sussurro
O curioso que espreita sopra o vento,
Cria tempestades, move continentes,
Acende estrelas como lâmpadas num quarto escuro,
E as apaga para dormir

Saber do Vazio curioso que espreita antes de tombar
Preenche-me, salva-me e de perdido passo a achado
Não por mim, nem por outro,
Nem por algo que possa ser mais que o silêncio

Já não caminho na lama, no incerto louco das certezas
Mas na indiferença da nuvem que me faz chover
Para ser lama, erva, flor, árvore, pássaro, folha
Brisa, terra, montanhas, mar, silêncio

Mostra-te
Quem és tu que lê estas palavras?
Que pensas que as compreendes?
Que bem sentes que não chegam?

A Civilização, o Ego e o Medo

In Hoc Signo Vintes de Zdzisław Beksiński
Vou com este texto tentar explicar qual a relação entre a Besta/civilização, o Ego e o medo.

O que é o Ego?

O Ego é um mecanismo, ou um filtro, que a nossa mente cria para se manter sintonizada com a realidade em que vivemos. O Ego está constantemente a fazer uma censura do infinito de informação e sensações que nos rodeiam, permitindo apenas captar os sinais que estão de acordo com o nosso programa mental, ou seja, crenças, padrões de comportamento, educação, etc., que assimilámos desde o início da nossa vida, e que são muito importantes para a integridade psicológica da pessoa.

A Besta em Nós e no Mundo

Buda pacifica um elefante em fúria
Podemos sempre ver a vida sobre várias perspectivas. Se acreditarmos, qualquer uma delas nos parecerá real. Uma perspectiva interessante sugere que o pensamento e a razão humanas são uma especialização da Natureza em resposta à necessidade de sobrevivência.

A existência é um fardo enorme e pode-se tornar mesmo um inferno quando vivemos sob o peso do medo e a necessidade de defesa. Quando vemos o que o homem teve que enfrentar no início da sua caminhada é possível sentir uma certa compaixão por ele. Basta ver por exemplo a primeira parte do filme 2001: Odisseia no Espaço. O homem primitivo, como animal que era, lutava diariamente pela sua sobrevivência. De todos os lados espreitava o perigo que tanto ameaça a directiva principal presente em qualquer ser vivo: SOBREVIVER. É daqui que nasce o nosso medo.